Saber Viver

Pois se viver é uma arte, então os recém nascidos, na provecta idade de dois meses, já são veteranos; querem atenção, a mamadeira, fraldas secas, brincar? É só chorar um pouco que haverá alguém para acudir às suas reclamações. Vivem bem, geralmente com conforto. Quando distribuem seus sorrisos fartos e encantadores, as pessoas em seu redor se iluminam e vivem melhor. Nada mais simples.

Aparentemente, a receita da (boa) qualidade de vida é infalível:
apreciar o que se tem e curtir os bons momentos, seja através de uma taça de vinho solidária com um prato de massas, na apreciação da chuva rápida de verão ou no inacreditável por do sol, num dia de calor intenso, visto da barca de Paquetá.

Aprender a viver bem tem os seus segredos, não necessariamente ligados à reflexão de que há no mundo milhões de pessoas que não possuem a décima parte do que temos em termos materiais, de saúde ou de perspectivas de trabalho. Qualidade de vida significa também ouvir os outros, procurar não guardar mágoas e, ao tentar antecipar o futuro, evitar criar expectativas e ansiedades desnecessárias. É um tema infindável, enriquecido pelas mensagens de sabedoria que invadem o computador.

Perfeitamente, entendi, mas não posso e não quero deixar de me interessar pelas pessoas e compartilhar de suas alegrias e aflições. Sugestão rápida e indolor: vamos “curtir” a vida em seus momentos comuns e extraordinários, sem nos afastar daqueles que precisam de uma palavra amiga. Esta é a forma concreta de se sentir um elo da enorme corrente da humanidade de que, afinal, fazemos parte.

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